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Em um pais com mais de 180 milhões de habitantes, o tráfego de informações é a única ferramenta que possibilita ao comerciante tranquilidade no momento em que entrega sua mercadoria e conceitua o bom consumidor mesmo em lugares que ninguém o conhece. |
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Foi com esse objetivo que em 21 de julho de 1955, um grupo de 27 empresários gaúchos, sob liderança do joalheiro Helio Maurer estruturou e fundou o primeiro Serviço de Proteção ao Crédito do Brasil, na cidade de Porto Alegre-RS, e em seguida se espalhando pelas cidades do país.
Os primeiros SPCs estruturavam e armazenavam informações sobre crédito pessoal em fichas de papel manuseadas constantemente. Surgiram no país para agilizar o sistema de crédito e proporcionar maior segurança às empresas. Diminuindo desta forma, o tempo para liberação das compras a crédito que chegavam a levar mais de dois dias para aprovação de cadastro. |
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O crescimento do número de consultas, a partir da década de 70, exigiu dos SPCs a informatização de seus procedimentos. As grandes redes de varejo precisavam de agilidade e redução de custos nas consultas o que levou a centralização dos serviços nas capitais dos estados.
Nesse mesmo período, surge o DASPC - Departamento de Atendimento aos SPCs - ligado a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) cuja proposta estava em organizar e normatizar os serviços em todo o território nacional. A idéia da entidade evoluiu e, além de crediário, os SPCs passaram a prestar informações também sobre cheques.
O comerciante Egidio Backes, foi um dos primeiros dirigentes do DASPC e, por mais de 10 anos, contribuiu para a organização do sistema nacionalmente. |
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A partir de 1995, com o DASPC sob a coordenação de Philippe Navaux, inicia a discussão a respeito da interligação de todos os SPCs numa rede nacional de informações.
A facilidade de transporte, os negócios crescendo entre os estados, entre outras razões, levaram a população a deslocar-se pelo país, e se torna necessária a troca de informações entre todos os SPCs, pois os bancos de dados isolados entre fronteias estaduais já não era suficiente para a realidade do comercio brasileiro. |
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Com a proposta de criar uma base única de informações no país e agilizar consultas sobre crédito, determinando ainda maior confiabilidade e garantia no fechamento de negócios de compra e venda a crédito, no dia 26 de outubro de 2000, durante a 41ª Convenção Nacional de Dirigentes Lojistas, em Brasília (DF) foi criado o SPC Brasil.
O SPC Brasil já vinha sendo desenhado e estruturado desde 1998, através de um grupo de empresários que se tornaram cotistas nesse projeto.
Uma verdadeira conquista que ganhou efetividade na gestão de Carlos Stüp na CNDL e era almejada por dirigentes anteriores ao seu mandato, especialmente na administração de Jacinto Lucio Borges e Eduardo Catão.
Coordenado pelo então presidente da CDL de Belo Horizonte, Manoel Bernardes, o SPC Brasil passou a ser referencia nacional. |
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O SPC Brasil é o resultado de uma inteligente decisão de unificação das diversas bases de informação existentes no País - Serviços de Proteção ao Crédito Estaduais, permitindo que as empresas associadas possam ter acesso, por meio de uma única consulta, informações nacionais com a maior agilidade possível.
O SPC Brasil pode assegurar uma abrangência nacional decorrente da capilaridade do sistema, bem como uma qualidade efetiva na informação prestada.
Atuando como parte fundamental para Proteção ao Crédito, o SPC Brasil traz consigo toda a tradição e conhecimento de quem foi o pioneiro nesse segmento. |
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